PROJETO CEARÁ CIENTÍFICO 2025
- SAMUEL ANDERSON DA SILVA e SAYANY VERÍSSIMO DA SILVA
- 8 de set. de 2025
- 12 min de leitura
Atualizado: 23 de set. de 2025
ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS APLICADA
CEJA – GOV. LUIZ GONZAGA DA FONSECA MOTA

Resumo:
Esta pesquisa busca analisar a relevância histórica, cultural e ambiental da Lagoa da Telha, marco inicial da cidade de Iguatu-CE, e sua contribuição na formação desse município. Esse estudo, conduzido por estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA), também evidencia os efeitos da degradação ambiental que a lagoa vem sofrendo ao longo do tempo. Para isso, utiliza-se de uma abordagem qualitativa baseada em registros orais dos moradores do entorno da Lagoa, fortalecendo a relação dos participantes com a cidade e, estimulando o desenvolvimento de uma consciência ambiental crítica e engajada. Esse projeto tem como parceiros o Centro de Educação de Jovens e Adultos (CEJA) e outros setores públicos e privados, viabilizando ações de revitalização dessa lagoa. Os aportes teóricos estão ancorados em autores como Verde (2023), Candau (2012), Jacobi (2003) e Gadotti (2000), além dos documentos oficiais inseridos nos currículos escolares, integrando saberes docentes na formação cidadã como a BNCC (2017) e os PCNEM (2000). Portanto, a pesquisa reafirma o papel transformador da EJA e de seus educadores na construção de práticas pedagógicas que unem memória, sustentabilidade e participação social, visando à formação de cidadãos críticos, conscientes e comprometidos com a preservação do patrimônio natural e cultural do município. Palavras-chave: Comunidade, EJA, Memória, Preservação, Sustentabilidade.
Introdução:
A Lagoa da Telha, situada no município de Iguatu-CE é importante patrimônio natural e histórico e marco inicial na formação da cidade. Entretanto, sua relevância cultural e ambiental é pouco conhecida pelos habitantes e visitantes do município, devido a escassez de informações sobre sua história afetiva e ambiental. Nas últimas décadas, essa lagoa vem sofrendo um processo de degradação ambiental. Frente a essa realidade, este projeto, conduzido por estudantes da EJA, matriculados no Centro de Educação de Jovens e Adultos (CEJA), busca analisar a relevância histórica, cultural e ambiental dessa área. Além de propor ações de revitalização que integrem o resgate histórico-cultural, a educação ambiental e a participação comunitária para promover a conscientização coletiva sobre a sua importância. Este projeto se fundamenta nas diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2017) e os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (PCNEM, 2000) e em autores como Verde (2023), Candau (2012), Jacobi (2003) e Gadotti (2000), entre outros. Dessa forma, o CEJA se consolida como espaço privilegiado para o desenvolvimento de práticas pedagógicas que unem teoria e prática, contribuindo para a formação de sujeitos críticos, atuantes e comprometidos com a construção de um futuro mais sustentável.
Justificativa e contextualização:
A Lagoa da Telha, marco histórico e patrimônio natural de Iguatu-CE, enfrenta degradação ambiental e desconhecimento sobre sua relevância cultural, tanto pela comunidade quanto por visitantes. Dessa forma, devido à falta de ações de valorização e acessos informativos sobre sua história, esse projeto se justifica por sua proposta interdisciplinar, envolvendo os componentes das áreas de Linguagens e das Ciências Humanas e Sociais, com o envolvimento dos estudantes da EJA, matriculados no CEJA de Iguatu. Esse processo investigativo une pesquisa documental, registros orais de moradores e ações práticas de revitalização, como limpeza, arborização e atividades de sensibilização ambiental junto à comunidade local para compreender de que forma esse espaço natural tem influência na formação do município e como sua memória permanece viva na identidade da comunidade local. Além disso, a investigação destaca os impactos da degradação ambiental que atingem a lagoa, ao longo do tempo. Além de recuperar o espaço, a iniciativa fortalece o letramento e a consciência ambiental crítica dos participantes. O espaço público ao lado do CEJA de Iguatu faz parte das memórias afetivas de professores, alunos e funcionários. A partir das janelas da escola, é possível contemplar a lagoa, cercada por uma paisagem verde, habitada por fauna diversificada, como as garças que sobrevoam as águas em busca de alimento. Esse ambiente revela não apenas sua beleza, mas também a necessidade urgente de cuidados e preservação. A proximidade física da lagoa com a escola estabelece um laço simbólico, tornando-a um espaço vivo que integra o cotidiano escolar e desperta reflexões sobre responsabilidade socioambiental. O projeto desenvolvido pelo Centro de Educação de Jovens e Adultos (CEJA) evidencia a forte ligação da instituição com a Lagoa da Telha, espaço que não apenas guarda a memória histórica de Iguatu, mas também revela os desafios ambientais enfrentados ao longo do tempo. Ao se debruçarem sobre essa realidade, os estudantes da EJA reconheceram que a temática proposta pelo Ceará Científico dialogava diretamente com a necessidade de revitalizar a lagoa, integrando ciência, cultura e sustentabilidade. Nesse processo, foi possível perceber que o trabalho acadêmico ultrapassou os limites da sala de aula e alcançou a vida da comunidade, despertando nos alunos o sentimento de pertencimento e de responsabilidade socioambiental. Assim, a pesquisa consolidou-se como um espaço de construção coletiva, em que a valorização da memória local se uniu às práticas de preservação ambiental, reafirmando o papel transformador do CEJA na formação de cidadãos críticos, conscientes e comprometidos com o futuro de sua cidade.
Objetivo Geral:
Analisar a situação de degradação da Lagoa da Telha, em Iguatu-CE, e propor ações de revitalização ambiental integradas à valorização histórica e comunitária.
Objetivo Específicos:
I. Resgatar a memória histórica e cultural da Lagoa da Telha, por meio de pesquisa documental e entrevistas com os moradores mais antigos da região, evidenciando sua importância simbólica para o município de Iguatu.
II. Promover ações de educação ambiental para sensibilizar a comunidade do entorno sobre a importância da preservação da lagoa e incentivar práticas sustentáveis.
III. Elaborar, em parceria com o poder público e privado, propostas de revitalização participativa, integrando o conhecimento científico, o saber popular e o engajamento comunitário como bases para a recuperação e uso sustentável da lagoa.
Fundamentação Teórica:
A preservação ambiental e a valorização da memória histórica são dimensões interdependentes no fortalecimento da identidade cultural e no desenvolvimento sustentável das comunidades. Preservar o ambiente significa garantir a manutenção dos recursos naturais e da biodiversidade, assegurando condições de vida equilibradas para as gerações presentes e futuras. Mais do que conservar elementos físicos, essa preservação envolve o cuidado com espaços que carregam significados afetivos, simbólicos e culturais para a população. Da mesma forma, resgatar e valorizar as memórias de um povo é preservar sua identidade, suas tradições e narrativas, garantindo que a história local não se perca diante das transformações sociais e econômicas. Os lugares de memória, como a Lagoa da Telha, guardam experiências, histórias orais e vínculos que moldam a relação da comunidade com o território. Ao unir a proteção do patrimônio natural à escuta das memórias coletivas, cria-se um campo fértil para a construção de pertencimento, engajamento comunitário e práticas sociais que conciliem respeito ao passado, cuidado com o presente e responsabilidade pelo futuro. Essa perspectiva dialoga com Paulo Freire (1996), ao afirmar que a educação deve partir da realidade e da cultura do educando, valorizando seu contexto e suas experiências para promover transformação social. Segundo Freire (1996, p. 33) “ensinar exige respeito aos saberes dos educandos. É preciso partir do que eles já sabem, do que vivem, para que possam compreender e transformar o mundo em que estão inseridos”. Nesse sentido, a preservação ambiental e o resgate da memória local se configuram como práticas educativas capazes de despertar uma consciência crítica e participativa. Assim, a educação deve partir da realidade e da cultura do educando, valorizando seu contexto e suas experiências para promover transformação social. Na mesma direção, Jacobi (2003) afirma que “a educação ambiental deve ser entendida como um processo político, que busca o fortalecimento da cidadania, da autonomia e da capacidade de intervenção dos indivíduos e grupos sociais na gestão ambiental e na melhoria da qualidade de vida” (p. 190). Desse modo, a articulação entre a preservação da Lagoa da Telha, a valorização dos saberes locais e a formação crítica dos estudantes da EJA reflete uma prática educativa voltada não apenas para a conservação ambiental, mas também para o fortalecimento da identidade e da participação social. O autor deixa claro que a gestão participativa dos recursos naturais depende do envolvimento efetivo da comunidade e da construção coletiva de soluções sustentáveis. Por sua vez, Candau (2012) ressalta a importância da educação intercultural, que reconhece e valoriza a diversidade de saberes, como ocorre quando se unem conhecimentos acadêmicos e relatos orais de moradores. De acordo com Candau (2012, p. 17), “A memória não é algo estático, mas uma construção social, sempre seletiva, que se relaciona com os processos de constituição da identidade”. Por fim, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2017) e a Agenda 2030 da ONU reforçam a necessidade de ações pedagógicas que integrem os objetivos de desenvolvimento sustentável, promovendo a preservação ambiental e cultural como responsabilidade compartilhada entre escola, comunidade e poder público.
Metodologia:
A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, fundamentada na valorização das experiências e percepções dos residentes do entorno da Lagoa da Telha, em Iguatu-CE. A coleta de dados é realizada por meio de registros orais, contemplando relatos de memória, vivências e percepções ambientais, de modo a construir um acervo de narrativas que evidenciem a importância histórica, cultural e ecológica da lagoa. Essa estratégia metodológica busca promover uma construção coletiva de saberes, na qual os estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) atuam como protagonistas do processo investigativo. Ao envolver-se diretamente com a comunidade, os participantes ampliam sua compreensão sobre a realidade local, fortalecendo o vínculo identitário com o município e desenvolvendo uma consciência ambiental crítica e participativa. O desenvolvimento das ações conta com parcerias estabelecidas entre o Centro de Educação de Jovens e Adultos (CEJA) e diferentes setores públicos e privados. Essas parcerias possibilitam a execução de atividades práticas, como limpeza, arborização, instalação de dispositivos de sinalização informativa e promoção de campanhas de sensibilização ambiental junto à população. Assim, a metodologia articula investigação, intervenção e formação cidadã, integrando o conhecimento científico ao saber popular e à ação comunitária.
Participantes:
Os participantes deste projeto são estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA), matriculados no ensino médio na modalidade semipresencial. São pessoas que não concluíram os estudos na idade adequada e decidiram retornar à escola para continuar sua formação, obter certificados e, futuramente, participar de concursos e vestibulares. De modo geral, enfrentam desafios diversos, como limitações de tempo, questões financeiras, dificuldades psicológicas e outras barreiras pessoais. Nesse contexto, o CEJA oferece um ambiente de acolhimento, trabalho individualizado e atenção humanizada. Os professores atuam diretamente na adaptação dos conteúdos à realidade dos alunos, tornando a educação um verdadeiro instrumento de transformação de vidas. Além disso, o espaço dedicado à escuta das histórias e experiências desses estudantes constitui um diferencial, promovendo o desenvolvimento pessoal, o senso crítico e a autonomia, fortalecendo a confiança e o engajamento de cada participante em sua trajetória de aprendizagem.
O locus:
A Lagoa da Telha, situada no centro urbano de Iguatu, Ceará, é um importante marco histórico e ambiental da cidade. Embora não haja informações precisas sobre o diâmetro da lagoa, relatos históricos indicam que ela se estendia desde a antiga Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Prado, até desaguar na Lagoa Seca, próxima ao aeroporto. Atualmente, a lagoa é um pequeno lago isolado, cercado por gradil de ferro e palmeiras imperiais, localizado no Largo da Telha, que divide a Avenida Agenor Araújo ao meio. Historicamente, a Lagoa da Telha foi responsável por abastecer e fixar os primeiros moradores da cidade, além de manter as culturas de subsistência e o rebanho. Com o crescimento urbano e a urbanização da área, a lagoa foi aterrada ao longo dos anos, transformando-se em um pequeno lago no início da década de 1980. Embora não haja dados específicos sobre o diâmetro da Lagoa da Telha, ela continua sendo um símbolo da história e da identidade de Iguatu, representando a relação da comunidade com seu patrimônio natural e cultural. Para a execução dessas ações, foram realizadas reuniões e encontros, aulas de campo, visitas a instituições, além de contatos por telefone, trocas de mensagens e envio de ofícios às repartições públicas. Os participantes também estiveram presentes em fóruns, realizaram registros audiovisuais dos relatos dos moradores do entorno da lagoa, fotografaram o local e desenvolveram pesquisas documentais. Como estratégias de divulgação e engajamento da comunidade, foi criado um perfil em rede social para compartilhar as ações do projeto, bem como um QR Code que permite o acesso à história da Lagoa da Telha.
Análise e discussão dos resultados:
O desenvolvimento do projeto gerou impactos significativos tanto no campo educativo quanto na valorização socioambiental da Lagoa da Telha. A atuação coletiva, com a integração de estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA), possibilitou a construção de um espaço de aprendizagem colaborativa, no qual o conhecimento científico se articulou ao saber popular. O resgate histórico da lagoa, realizado por meio da pesquisa documental e da valorização dos relatos orais de moradores, não apenas ampliou a compreensão sobre a importância cultural do local, como também fortaleceu o vínculo afetivo da comunidade com esse patrimônio. Esse processo despertou nos estudantes e nos participantes a consciência sobre a necessidade de preservar a memória e o meio ambiente, estimulando o engajamento em práticas sustentáveis. Um dos resultados mais relevantes do projeto foi o fortalecimento das parcerias estabelecidas entre o CEJA e distintos setores públicos e privados, fator que possibilitou a implementação de ações efetivas voltadas à preservação da lagoa. Com o apoio da Secretaria do Meio Ambiente e Urbanismo de Iguatu, foram desenvolvidas atividades de revitalização ambiental, contemplando a limpeza, a arborização e campanhas de conscientização junto à comunidade local. O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) também exerceu papel estratégico, por meio da participação dos discentes do curso de Engenharia Agronômica, sob a orientação do professor Neudimar Fernandes, responsáveis pela coleta e análise do solo. Complementarmente, a Corregedoria do Ministério da Fazenda (COGERH)realizou a coleta e análise da água da lagoa, contribuindo para a compreensão da qualidade ambiental do ecossistema. A cooperação com o Colégio Polos inseriu a iniciativa em um contexto interdisciplinar mais amplo, reunindo profissionais e estudantes de diferentes áreas do conhecimento, o que ampliou significativamente o alcance e a relevância das ações. Ressalta-se, ainda, a colaboração da moradora Eraíza, que compartilhou saberes construídos a partir de sua vivência no entorno da lagoa, agregando uma dimensão empírica ao projeto. Além disso, a professora historiadora, Jaqueline contribuiu com um relato histórico detalhado, enriquecendo o resgate da memória e do patrimônio cultural associado ao espaço. Essas contribuições coletivas foram determinantes para a expansão dos resultados e para a consolidação de estratégias que assegurem a preservação contínua desse relevante patrimônio socioambiental. Ademais, o projeto contribuiu para o fortalecimento do letramento dos alunos, por meio da leitura e análise de textos teóricos, e promoveu ações concretas de revitalização ambiental, como limpeza, arborização e instalação de sinalização informativa. Esses resultados reforçam a importância de iniciativas que unem educação, preservação ambiental e participação social como caminhos para a construção de uma cidadania crítica e comprometida. Ao longo do desenvolvimento do projeto, foram produzidos diversos registros fotográficos que documentam de forma fiel as etapas e ações realizadas. As imagens, capturadas por alunos, e as professoras pesquisadoras envolvidas, retratam desde momentos de planejamento e execução das atividades até os resultados obtidos, evidenciando o engajamento coletivo e a integração entre escola, comunidade e instituições parceiras. Esses registros visuais constituem não apenas um suporte documental, mas também um recurso de sensibilização e valorização das práticas desenvolvidas, permitindo a preservação da memória do projeto e a divulgação de seus impactos socioambientais.
Outra ação relevante do projeto, voltada para ampliar o acesso ao conhecimento sobre a história da Lagoa da Telha, foi a criação de uma pequena placa com um QR Code. Por meio desse código, é possível acessar registros fotográficos e bibliográficos, depoimentos, vídeos, referências de leitura, além dos resultados das análises do solo e da água da lagoa, bem como informações sobre as demais ações desenvolvidas ao longo do projeto. Esse dispositivo também cumpre um papel educativo importante para a população que ainda não possui conhecimento sobre a relevância histórica, cultural e ambiental da lagoa, promovendo conscientização e valorização desse espaço como patrimônio natural e memória coletiva da cidade.
Considerações Finais:
O projeto desenvolvido na Lagoa da Telha evidenciou a importância de ações integradas que articulam pesquisa, educação e mobilização comunitária para a preservação ambiental e valorização cultural. A participação ativa dos alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), muitos deles enfrentando desafios pessoais, sociais e financeiros, foi essencial para o resgate histórico e a valorização dos relatos dos moradores, fortalecendo o vínculo entre a comunidade e seu patrimônio natural, e ampliando a consciência ambiental e cidadã. As parcerias firmadas entre o CEJA e diversos setores públicos e privados viabilizaram ações práticas de revitalização, que não apenas melhoraram o ambiente físico da lagoa, mas também transformaram o espaço em um ponto educativo e de convivência para a cidade. Entre essas ações, destaca-se a criação de uma placa com QR Code, que possibilita o acesso a registros fotográficos e bibliográficos, depoimentos, vídeos, referências de leitura e resultados das análises do solo e da água da lagoa. Esse recurso se mostrou fundamental para a população que ainda desconhece a relevância histórica, cultural e ambiental do espaço, promovendo maior conscientização sobre sua preservação. A integração da temática do Ceará Científico reforçou ainda mais essa dimensão educativa, oferecendo aos alunos a oportunidade de relacionar conhecimento científico, memória local e práticas de sustentabilidade. Dessa forma, o projeto demonstrou que a educação ambiental, quando articulada com a memória local e com a participação social, potencializa processos de transformação, formação crítica e engajamento comunitário. Espera-se que essa iniciativa inspire novas práticas e políticas que valorizem os saberes locais, promovam a sustentabilidade ambiental e cultural, e garantam a preservação da Lagoa da Telha para as futuras gerações.
Referencias Bibliográficas:
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