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Alunos transformam aula de redação em livro de defesa ambiental

Inicialmente, a defesa do meio ambiente nem sempre começa em debates formais ou em documentos oficiais. Nesse sentido, muitas vezes ela surge a partir da vivência direta com o espaço urbano e com a natureza presente no cotidiano. Foi exatamente isso que aconteceu com os alunos do 3º ano do Ensino Médio do Colégio Polos, que produziram o livro “Em Defesa da Árvore” após uma aula de redação do professor Lincoln Lima e o professor Pedro Nolan que foi realizada na Praça dos Prefeitos, localizada na Rua Floriano Peixoto, em Iguatu.

Em seguida, a escolha do local da aula revelou-se parte essencial do processo pedagógico. Isso porque a praça, como espaço público arborizado e de convivência, permitiu que os estudantes observassem de perto a relação entre cidade e natureza. Dessa forma, a escrita passou a ser orientada não apenas por regras gramaticais, mas também pela observação sensível do ambiente.

Além disso, os textos reunidos no livro demonstram que os alunos compreenderam a árvore como um elemento central da vida urbana. Ou seja, ela aparece como fonte de sombra, equilíbrio ambiental, bem-estar e memória coletiva. Consequentemente, a produção revela uma consciência ambiental em formação, mas já marcada por senso crítico e responsabilidade social.

Do ponto de vista educacional, a experiência rompe com o modelo tradicional de ensino restrito à sala de aula. Assim, ao ocupar a praça como espaço de aprendizagem, a atividade aproximou os estudantes da realidade local e estimulou a reflexão sobre o território vivido. Nesse contexto, escrever tornou-se também um ato de leitura da cidade.

De modo semelhante, a história da Lagoa da Telha dialoga diretamente com essa proposta educativa. Enquanto isso, tanto o livro quanto o debate sobre a lagoa partem do mesmo princípio que é compreender que os espaços naturais urbanos não são vazios ou descartáveis. Pelo contrário, são lugares carregados de significado, memória e identidade social.

Portanto, quando jovens escrevem em defesa das árvores, também estão, meio que indiretamente, defendendo outros ambientes ameaçados da cidade. Entre eles, a Lagoa da Telha se encaixa como símbolo de um processo de apagamento ambiental que precisa ser discutido, lembrado e enfrentado. Assim, a

educação ambiental e memória territorial se encontram.

Por fim, o livro “Em Defesa da Árvore” se consolida como um registro relevante de uma prática pedagógica que une escrita, território e consciência ambiental. Desse modo, valorizar essa produção é reconhecer o papel da escola e dos estudantes na construção de uma cidade mais sensível, crítica e comprometida com a preservação do meio ambiente.



 
 
 

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